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Tese28 de maio de 20267 min de leitura

O pedágio financeiro: por que se paga caro dos dois lados

Lojista dá deságio pra antecipar, consumidor paga ágio embutido no preço. No meio, uma muralha de intermediários cobrando a cada etapa.

Todo pagamento no Brasil carrega um pedágio invisível. Quem vende paga pra receber mais cedo; quem compra paga um preço inflado pra cobrir o custo do crédito. É o mesmo dinheiro sendo tributado privadamente nas duas pontas — e quase ninguém percebe.

De um lado: quem precisa do dinheiro hoje

O lojista vende parcelado e recebe ao longo de meses. Pra antecipar esse fluxo de caixa, aceita um deságio de até 15% sobre o que já é seu. É crédito caro disfarçado de conveniência.

Do lado do consumidor, o custo do crédito e das taxas é simplesmente repassado ao preço final — um ágio de 10% a 15% embutido no consumo. Você paga a maquininha mesmo quando paga à vista.

R$ 614 bi/anomovimentados em antecipação e custo de crédito no varejo brasileiro

No meio: uma muralha de intermediários

Entre quem paga e quem recebe existe uma cadeia que cobra em cada etapa. Cada elo é um custo que volta pro preço:

  • Adquirente — cobra o MDR sobre cada transação.
  • Gateway — taxa de processamento por operação.
  • Bandeira — network fee a cada passagem do cartão.
  • Banco emissor — intercâmbio sobre o crédito concedido.

A Kori ataca a estrutura, não a fachada

A proposta da Kori é remover a muralha em vez de redecorá-la: liquidação on-chain em stablecoin, recebíveis tokenizados e regras em contrato — conectando capital diretamente a quem precisa dele, sem cada elo cobrando seu pedágio.

Onde o dinheiro encontra quem precisa dele.

Kori
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