O pedágio financeiro: por que se paga caro dos dois lados
Lojista dá deságio pra antecipar, consumidor paga ágio embutido no preço. No meio, uma muralha de intermediários cobrando a cada etapa.
Todo pagamento no Brasil carrega um pedágio invisível. Quem vende paga pra receber mais cedo; quem compra paga um preço inflado pra cobrir o custo do crédito. É o mesmo dinheiro sendo tributado privadamente nas duas pontas — e quase ninguém percebe.
De um lado: quem precisa do dinheiro hoje
O lojista vende parcelado e recebe ao longo de meses. Pra antecipar esse fluxo de caixa, aceita um deságio de até 15% sobre o que já é seu. É crédito caro disfarçado de conveniência.
Do lado do consumidor, o custo do crédito e das taxas é simplesmente repassado ao preço final — um ágio de 10% a 15% embutido no consumo. Você paga a maquininha mesmo quando paga à vista.
No meio: uma muralha de intermediários
Entre quem paga e quem recebe existe uma cadeia que cobra em cada etapa. Cada elo é um custo que volta pro preço:
- Adquirente — cobra o MDR sobre cada transação.
- Gateway — taxa de processamento por operação.
- Bandeira — network fee a cada passagem do cartão.
- Banco emissor — intercâmbio sobre o crédito concedido.
A Kori ataca a estrutura, não a fachada
A proposta da Kori é remover a muralha em vez de redecorá-la: liquidação on-chain em stablecoin, recebíveis tokenizados e regras em contrato — conectando capital diretamente a quem precisa dele, sem cada elo cobrando seu pedágio.
Onde o dinheiro encontra quem precisa dele.
Kori